quarta-feira, 27 de julho de 2011

Guardas Municipais de Belo Horizonte fazem ameaça de greve de fome

Algemados uns aos outros, os três demitidos da corporação prometem ficar na porta da PBH por tempo indeterminado
Os ex-guardas municipais Renato Rodrigues, Anderson Acássio e Welligton Cesário fazem greve de fome na porta da Prefeitura de Belo Horizonte (Cristina Horta/EM/D.A Press)
Os ex-guardas municipais Renato Rodrigues, Anderson Acássio e Welligton Cesário fazem greve de fome na porta da Prefeitura de Belo Horizonte

Na noite desta terça-feira, três ex-guardas municipais de Belo Horizonte se uniram com correntes e sentaram na escadaria da sede da prefeitura, na Avenida Afonso Pena, prometendo ficar por lá, em greve de fome, pelos próximos três dias. A ação é um protesto pelas demissões dos três, que alegam represália por cobrarem da administração municipal mais atenção à Guarda Municipal.
A manifestação foi motivada pela exoneração do então presidente da Associação de Guardas Municipais da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Wellington José Nunes Cesário, publicada na edição desta terça-feira do Diário Oficial do Município, assinada no dia anterior pelo prefeito Marcio Lacerda.
“O Wellington foi demitido porque vinha denunciando diversas irregularidades na Guarda, como desvios de verbas e nepotismo. Eu fui demitido duas vezes: uma em 2009, acusado de partidarismo político, porque apoiava a candidatura do Leonardo Quintão. Procurei a imprensa e a Câmara Municipal e quando Lacerda assumiu fui readmitido. Porém quatro meses depois fui exonerado novamente”, conta Renato Rodrigues da Conceição.
Além de Wellington e Renato, participa também do protesto Anderson Acassio, exonerado em 2007. Ele teria sido acusado de apresentar assuntos internos da Guarda à imprensa, denunciando irregularidades. “Nós três somos acusados de realizar movimentos reivindicatórios, denegrindo a imagem da Guarda Municipal, quando o que queremos é valorizar e proteger a instituição”, afirma Renato.
A reportagem do EM.com tentou contato com a assessoria da prefeitura e, também, da Secretaria Municipal de Segurança Urbana e Patrimonial, mas ninguém foi encontrado para comentar a situação.
Fonte: Estado de Minas

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